Gracinha.
Que saudades dos seus poemas sobre o mar, das folhas com gosto de amanhecer de sábado, do fiapo de luz que sua garganta derramava telefone adentro das minhas orelhas trêmulas, abstinentes. Que é a voz dos anjos, dos recitais e das graças de joelhos num altar? Bem podia ser para mim tudo isso - a pequena, a teimosa, a mentirosa, a reticente e a tímida-demais-para-ser-genial. Poupa palavras porque o sonhar jamais erra. Uns olhos de água que tornam a criar reflexos à sua presença que não morrerá de todo.
assim simples: não.
Dentro [pedaço de carne por pedaço de carne] de uns poucos 50 anos, estaremos num banco rodeado de passarinhos bucólicos, completamente fora de moda. Vou olhar-te demoradamente, menos por sensualidade que por má visão e sibilarei meu veneno:
-- Amei-te a primeira vista.
Porque qualquer dia desses a gente vai ser tão feliz que você não vai sentir necessidade de escrever o que existe de você em tantas pequenas paixões; a gente vai ser tão alegre que eu nunca mais vou sentir tristeza por ter sido atendida ao gostar de você como eu sempre quis gostar de alguém.
Autora: Helena Carreço.

Vibrações e um som abafado saem de baixo do travesseiro. Ao som de The Ting Tings, o despertador começa a tocar. Automaticamente, levantei somente a cabeça e localizei o celular, desliguei. Esperei alguns minutos, ainda na cama, até retomar totalmente a consciência. Ainda passeavam em meus pensamentos as cenas do sonho que o despertador interrompeu. Nada de muito interessante. Talvez fosse um daqueles sonhos com significados, talvez eu devesse pesquisar pra saber do que se trata. Dez minutos se passaram, eu ainda imóvel. Pensei em levantar, segunda feira, escola, argh. Logo me lembrei de que não teria aula e me xinguei por ter esquecido de reprogramar o despertador. Agora eu estava quase que totalmente desperta. Eram cinco e treze da manhã e eu não queria mais dormir. Peguei meu celular novamente, alguns apertos nas teclas até encontrar minha play list preferida. Eu não queria uma música em especial, então deixei que as músicas tocassem aleatoriamente. Concentrada nas letras, tentando não pensar em nada mais. Cantarolei alguns trechos, alguns refrões. Minutos a mais se passaram, e então comecei a imaginar a música sendo tocada, ao vivo, enquanto eu curtia deitada na minha cama. Meio louco, eu sei. Mas foi bem interessante ver Marcelo Camelo cantando A Outra. Logo percebi que a cena que eu via eram as mesmas do DVD que a pouco ganhei. Eram apenas lembranças de clipes, e não cenas criadas por mim. Que droga. Nem no imaginário eu consigo ser competente. Virei para o lado e senti a cama maior que de costume. Não me importei, o que foi estranho. Mais algumas tateadas na cama e, então, encontrei o que procurava. Apoiei o braço e me aproximei mais, quase juntando meu corpo àquilo que eu queria me aninhar. De repente a música mudou. Ao som de The Ting Tings, o despertador começa a tocar. Novamente? Automaticamente, levantei somente a cabeça e localizei o celular, desliguei. Esperei alguns minutos, ainda na cama, até retomar totalmente a consciência. Ainda passeavam em meus pensamentos as cenas do sonho que o despertador interrompeu. Tão real que demorei a perceber que fora sonho. Lá estava eu, apoiando meu braço e aninhando meu corpo em algo que jurava ser ele. Segurei a lágrima que teimava em escapar, fui mais forte que ela. Acariciei o pelo do meu cachorro de pelúcia e disse: Desculpa por isso, Teddy.
Achados e perdidos.
Minha pequena pediu-me um pouco de liberdade. Sentia-se presa demais, sufocada demais. Queria respirar novos ares, provar novos sabores. Eu tive medo, admito. Tão frágil, tão pequena, tão exposta, tão minha. Como poderia eu deixá-la partir? Ela, então, prometeu não ir muito longe. Disse-me que iria somente até onde meus sentidos pudessem alcançá-la. Mesmo assim, hesitei. Então ela – já cansada de minha super proteção – perguntou-me: “Não confias em mim?” Nela eu sempre confie. Não confiava no mundo que ela desejava explorar. Deixei-a ir quando percebi que só assim arrancaria de sua face aquele lindo sorriso que a tanto eu amava. Afastou-se lentamente do campo protetor que eu a mantinha, dizendo-me que não se demoraria. Quanto mais a distância entre nós aumentava, mais apertado ficava meu coração. E quando, de surpresa, ela dobrou a esquina, senti de imediato o vazio sufocar-me. Perdi minha pequena em algum beco sombrio. Se achá-la, por favor, devolva-me a vida.
Sorrir é muito bom. O Sol, a centenas de milhares de quilômetros de distância, pode fazer uma pessoa sorrir. Rir. Sentir... Acordar de bom humor propicia um dia mais feliz e, se este Sol está presente, a sensação de bem-estar fica mais evidente... É evidente. Evidente que precisamos ser felizes, ainda que tenhamos que lidar com problemas diários. E mesmo com estes vários, não podemos deixar a vida passar tão depressa, senão a pressa por resolvê-los antecipa caminhos que, sem querermos, temos em mente somente em um futuro muito distante. E não é o bastante apenas sorrir. Ir ao encontro da vivacidade e caminhar junto dela, por ela, com ela. Despreze o que não for útil ou o que não te traz boas recordações. Privilegie as ações, sem medo de olhar para trás e, se olhar, olhou. Já foi feito. Direito ou não...
Olhe para a janela e veja o mundo correndo. Você aí, na internet, lendo...(hahahahaha), Vá junto com ele! Faça o que tiver vontade de fazer. Ser você mesmo é o ideal. Afinal, ser diferente é normal. E da anormalidade vivemos todos. Os vivenciadores da vida! =)
Phelipe Rezende
Olhe para a janela e veja o mundo correndo. Você aí, na internet, lendo...(hahahahaha), Vá junto com ele! Faça o que tiver vontade de fazer. Ser você mesmo é o ideal. Afinal, ser diferente é normal. E da anormalidade vivemos todos. Os vivenciadores da vida! =)
Phelipe Rezende
You're not a man.
Será que você é totalmente honesto comigo? Se eu fosse capaz de compreender as entrelinhas de suas palavras, encontraria algo comprometedor? Se eu perguntar se é tudo verdade, vai hesitar? Dirá a verdade ou continuará a mentir? Qual é o problema?
A verdade é tão ruim assim? O que você teme? Devo, então, me afastar? E para quem mais você mente? Eu não sou digna de sua confiança? Você, algum dia, me amou? Me ama agora? Por que não toma uma atitude? Você é homem ou não é? Acho que.
A verdade é tão ruim assim? O que você teme? Devo, então, me afastar? E para quem mais você mente? Eu não sou digna de sua confiança? Você, algum dia, me amou? Me ama agora? Por que não toma uma atitude? Você é homem ou não é? Acho que.
Multilação
Um súbito ataque de raiva toma conta dos meus sentidos. Agindo como corrente elétrica, impulsiona minha mão, já em punho, a socar o que estiver mais próximo. Para meu azar o alvo foi a parede. Droga! Meu coração não foi o bastante? Você também quer partir meus tendões?
Game over!
(...)
- Alô?
- Estou cansada!
- Eu também estou cansando!
- Ahn?
- Sim, cansei disso. Cansei de ter que aguentar suas lamentações, cansei de ouvir você me tachar como vilão, cansei da sua bipolaridade, cansei das suas mensagens subliminares, cansei do seu ciúme ridículo, cansei da sua possessividade, cansei das suas suplicas, cansei do seu louco amor.
- Espera aí, eu sou a vítima aqui.
- Não! Tu se faz de vítima, mas, na realidade, és a culpada. Eu lhe amei mais do que já amei qualquer outra. Aguentei seus ataques e explosões mais até do que me julgava capaz. Lutei até meus últimos indícios de força por você. E como fui recompensado? Com desconfianças, insultos e difamações.
- Me perdoa?
- Não!
- Por favor?
- Não implore.
- Mas, eu te amo.
- Siga sua vida. Tente ser feliz, por mim.
- E com você?
- Siga a sua vida!
*Fim da ligação*
- Alô?
- Estou cansada!
- Eu também estou cansando!
- Ahn?
- Sim, cansei disso. Cansei de ter que aguentar suas lamentações, cansei de ouvir você me tachar como vilão, cansei da sua bipolaridade, cansei das suas mensagens subliminares, cansei do seu ciúme ridículo, cansei da sua possessividade, cansei das suas suplicas, cansei do seu louco amor.
- Espera aí, eu sou a vítima aqui.
- Não! Tu se faz de vítima, mas, na realidade, és a culpada. Eu lhe amei mais do que já amei qualquer outra. Aguentei seus ataques e explosões mais até do que me julgava capaz. Lutei até meus últimos indícios de força por você. E como fui recompensado? Com desconfianças, insultos e difamações.
- Me perdoa?
- Não!
- Por favor?
- Não implore.
- Mas, eu te amo.
- Siga sua vida. Tente ser feliz, por mim.
- E com você?
- Siga a sua vida!
*Fim da ligação*
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